domingo, maio 22, 2011

A Ausente de Vinicius de Moraes.

Domingo chuvoso leio Vinicius de Moraes e compartilho com os amigos da blogosfera.

A ausente (Vinicius de Moraes)
Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus.
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro...
Amiga, última doçura
A tranqüilidade suavizou a minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar...

6 comentários:

Sandra S. Menezes disse...

LINDO!!!LINDO Pedro!!!
bjs

Wellyn Nascimento disse...

Muito lindo!

citadinokane disse...

Sandra,
A poesia possibilita encontrarmo-nos em outras dimensões... Uma dimensão mais humana.
bjs

citadinokane disse...

Wellyn,
Muito lindo mesmo, trazes no ventre... o milagre da vida!
bjs

Berzé disse...

Velho/novo Vinícius!
Pedro, abração!
Berzé

citadinokane disse...

Berzé,
Sempre e eterno Vinicius!!!