domingo, maio 22, 2011

Estádios "elefantes brancos" após o Mundial de 2014.

Li no portal Terra as duras críticas feitas pelo empresário Walter Torre aos estádios e projetos em andamento para a Copa do Mundo de 2014 [Brasil].
Walter Torre é dono da empresa que está encarregada das obras da nova Arena Palestra Itália [estádio do Palmeiras], comentou em entrevista à Folha de S. Paulo que os custos desses projetos são altíssimos e que alguns estádios se tornarão depois do Mundial em verdadeiros "elefantes brancos". O empresário disse para a reportagem da Folha: - "Uma arena em Manaus, Brasília, com 72 mil pessoas, o governo não deveria deixar fazer. Não há 5 ou 10 dias de Copa que justifiquem essas estruturas. A Copa tem um peso na promoção do país fantástico. Agora, a Copa em 12 cidades é uma coisa que deveria ser discutida. É muito difícil hoje, mas o governo poderia ter segurado isso. Exigido que fosse em oito cidades. Concentrar o investimento. Eu acho que a Copa está cara".
Amigos ligados ao setor de licitação foram taxativos em me afirmar que a pilantragem começa justamente no atraso das obras para depois liberar aditivos ao contrato original, turbinando o custo das obras, muita gente ficando milionária com essas maracutaias.
Conheço a cidade de Natal no Rio Grande do Norte, é uma cidade pequena e pobre. Virou sede da Copa e já implodiram ou vão implodir o antigo estádio, outro "elefante branco" para depois do Mundial.
Manaus é o caso mais sério. Não existe ligação rodoviária com a capital amazonense, o Vivaldão já era um "elefante branco", mas por capricho do antigo governador amazonense que conseguiu o apoio de José Serra, após almoço com Ricardo Teixeira, Manaus se tornou sede da Copa no norte do país... Alguém vai se deslocar de Belém para assistir jogos das seleções da Arábia Saudita e Bolívia em Manaus?
Ir para Fortaleça no Ceará é mais barato e atraente.

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