terça-feira, julho 26, 2011

Aprender a dobrar paraquedas ou se tornar o 1º eunuco da Amazônia?!

O Marcelinho parou de beber, viva!!!
Parou, parou... não parou!
Bebe agora cerveja sem álcool.
Sempre que nos encontramos e à medida que vamos ingerindo a bebida que o deus Dionísio inventou, o Marcelinho vai ficando chato.
O Rogério até me chama de lado e fala sussurrando: - Manda esse garaio embora.
Deixa o Marcelinho com a cerveja sem álcool dele!
Ele não é chato. É a minha opinião, ok?!
Uma história paid'égua que me contaram sobre o Marcelinho vou compartilhar com os meus bródis agora.
A família da esposa do MC(Marcelinho) tem um sítio lá para os lados de Marituba fronteira com Benfica, o ponto de referência para encontrar o sítio é o Motel "Só Prazer", segundo o MC passou do "Só Prazer" é dobrar e não tem erro é só alegria.
Certo dia o sítio estava sem freezer e o sogro do MC pediu que ele providenciasse gêlo. MC pegou o carro juntamente com sua querida esposa e foram atrás do famigerado gêlo.
A região onde fica o sítio é localizada na periferia de Belém, na área metropolitana, nos anos recentes ocorreram muitas invasões e ocupações consolidadas sem a presença do Estado, a violência é muito grande...
MC com a esposa chegaram num vendedor de gêlo, o estabelecimento todo gradeado, uma portinhola giratória de 1m², similar ao dos estabelecimentos bancários, por onde se colocavam os sacos de gêlos, butijões de gás e etc.
Na hora que o MC e esposa solicitaram um saco de gêlo e estavam pagando o comerciante pela grade, chegou um cabôclo fortão com cabelo rastáfari, segundo MC o cara deveria ter mais de 1m80...
MC e esposa se tremeram de medo, pensaram que seria um assalto, tão comum na região, mas ficaram só na moral.
O comerciante gritou para o MC: - Ei doutor olha o saco aí!
Quando a portinhola rodou e o saco de gêlo se mostrou, a esposa do MC percebeu que ele não teria força suficiente para levar o saco até o carro, aí ela toda cheia de sorriso falou para o cabôclo porrudo: - O Sr. poderia ajudar o meu marido?
O cara estava encostado no balcão, olhou para o MC que tem 1m55 e balançou a cabeça negativamente, acrescentando ainda a seguinte fala: - Bora lá meu irmão! Não vai fazer feio diante da patroa.
MC muito puto disse para a esposa: - Ei amor! Deixa comigo que eu me garanto.
Passando da fala para a ação, MC parou diante do saco de gêlo e fixou o olhar no mesmo, por alguns instantes ficou sério e balbuciando, talvez um mantra tibetano... Fechou os olhos e foi buscar forças em suas entranhas para em seguida abraçar o saco de gêlo e gritar: - Bora garaio!
Correu com o saco abraçado para o carro. Conseguiu. Missão cumprida?
Não.
Na verdade ele carregou meio saco de gêlo, era muiiito gêlo...
Faltava mais outra metade de gêlo.
MC não perdeu o rebolado e disse que ia buscar o outro saco, não precisa dizer que ele estava esbaforido, exausto e sem forças.
E novamente escutou do rastáfari: - Não vai fazer feio na frente da patroa.
Ele pensou calmamente: - Vou carregar esse saco e vou encher esse fdp de porrada.
Determinado se agarrou, novamente, no saco de gêlo, gritou e carregou para o carro, mas... sentiu alguma coisa, quando jogou o saco de gêlo no porta-mala do carro.
MC fez tanta força que ocorreu uma rotura da bolsa escrotal.
Ele viu a bolsa escrotal engrandecer, ficou doido, correu pra cima do Rastáfari e muquiou o cara na porrada.
MC disse que o cara era grande, mas não tinha o saco do tamanho dele, e aí usou da garganta, tapas, socos, chutes e muitas artes marciais que ele aprendeu nas ruas do Canudos (bairro onde não tem bandidos).
Dilema...
Após a refrega com o peão de quase dois metros (vejam como ficou o rosto do MC na foto acima), MC ficou pensativo, ele precisava urgentemente aprender como se dobrava paraquedas, ou teria que operar(retirar) o grande saco místico que se formou no seu baixo ventre.
Eis o dilema do MC, aprender a dobrar paraquedas ou se tornar o primeiro eunuco da Amazônia.
Façam as suas apostas!!!

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