quinta-feira, julho 14, 2011

Vale-Tiririca para a oposição perdida...

Resolvi postar sobre algo que incomoda muita gente, pessoas que se consideram "muito entendida" em tudo.
Talvez nem seja algo consciente, resquício de uma cultura elitista que forjou um país atravessado por contradições...
Na formação do Estado brasileiro se fortaleceu a ideia de que o povo miúdo não tem nada a dizer, basta verificar como a Constituição outorgada de 1824 tratou da participação política, censitária, só os que eram proprietários e com rendimentos altos votavam e eram votados. Na República a participação também era restrita.
O povo miúdo tratado como gado, daí a expressão "curral eleitoral"...
Confesso que ponderei por diversas vezes sobre um tema que dominou a eleição passada: - A candidatura do palhaço Tiririca.
Algumas pessoas indignadas falavam da vergonha que estava preste a se concretizar com a eleição do "palhaço Tiririca".
Quando eu começava a expor o meu ponto de vista, elas ficavam assustadas comigo.
O meu argumento era muito simples, dizia para os "indignados" que o palhaço Tiririca tinha legitimidade para postular uma vaga no parlamento federal e que deveríamos primeiro esperar o seu desempenho na Câmara Federal para depois julgá-lo...
Mesmo não tendo afinidade ideológica com o palhaço Tiririca fiz a defesa de sua candidatura em nome dos valores democráticos que norteiam os meus passos.
O processo cultural brasileiro engendrou, a partir da cabeça da elite, que só aquele que formalmente se habilitasse através dos saberes oficiais poderia participar ativamente da política nacional. O positivismo comteano tão em voga no Brasil, no final do século XIX, sedimentou a mentalidade de que o proletariado deveria se submeter à liderança natural do patronato... e não esqueçam dos bordões - "a política é pra quem tem dinheiro" e "cada macaco no seu galho".
Mas, o tema era o Tiririca.
Não tenho simpatia pelo Partido da República, pergunto aos amigos da blogosfera: - Quantos "palhaços" foram eleitos pelo PSDB/DEM???
Ah! esqueci... Muitos doutores, né?!
A mídia/elite fará um coro acentuando a seriedade desses parlamentares... ahahaha...
A oposição tem que aprender com o Tiririca e ser mais propositiva, não?!
Pra quem quer criticar o Tiririca, o Romário e o Popó, primeiro verifique os projetos apresentados pelo candidato que foi eleito com o seu voto.
O palhaço Tiririca é muito engraçado, um humor chaveano, me espoco de rir.
O Tiririca tem projetos direcionados para os excluídos é só checar abaixo, os tucanos e demos estão direcionando as suas preocupações para a classe média, será que conquistarão esse segmento da sociedade com o debate da maconha? Uma coisa é certa o fumacê feito pelo FHC e mídia/elite pode sufocar a tísica oposição, aquela que não foi...

ABC do Tiririca
Tiririca propôs que analfabetos com mais de 18 anos recebam um auxílio do Estado. O benefício só seria garantido para quem se matriculasse no curso de alfabetização e obtivesse uma frequência de 85% às aulas. Em sua justificativa, Tiririca afirmou que o Censo 2010 apontou que há, no País, mais de 14 milhões de analfabetos com idade superior a 15 anos. Porém, o número pode ser ainda maior, porque no Brasil “todo e qualquer indivíduo que consiga ler ou escrever um bilhete simples, de algumas poucas palavras, já não é considerado como analfabeto”.

Palhaço ampara circenses
Palhaço de circo, o deputado formulou um projeto que prevê assistência social a pessoas e famílias que desenvolvam atividades circenses e demais diversões. Em sua justificativa, Tiririca chama atenção para mudanças nos meios de lazer que geraram queda no faturamento das bilheterias do circo. Assim, esses trabalhadores ficaram prejudicados no acesso aos direitos básicos como saúde, educação e moradia.

Vale-Livro do Tiririca
Outro projeto de Tiririca altera a Política Nacional do Livro. O deputado justifica o projeto ao afirmar que o governo já empreende programas de estímulo, mas “muitos alunos são obrigados, ao final do ano letivo, a devolver o material. Dessa maneira, o livro didático não pertence ao aluno, mas sim à escola que repassa a outros estudantes”. O Vale-Livro, dessa maneira, criaria, segundo o texto, “uma nova cultura literária nas escolas e na sociedade”, pois o aluno poderá escolher livros para levar para casa e formar uma “pequena biblioteca pessoal”.


2 comentários:

Guilherme Marssena disse...

Massa,já compartlhei no face.

Citadino Kane disse...

Fala camarada!
Como andam as lutas pelo interior do Estado?
Saudações socialistas