sexta-feira, outubro 28, 2011

A Carica do Jota Pinto

O meu amigo cartunista André Abreu tá matando a pau, olha a carica que ele fez do artista plástico Jota Pinto, perfeito! André parabéns, mermão!

Poesia para a Vida

Vitória Régia (David Carneiro)

Por que águas vago como náufrago
Com a ira de Tuxaua sobre o peito?
Régios sejam estes santos mares
Que me correm baldios para um leito!

Encontro no tormento a forasteira
E é no seu colo que me desmancho e deito
É a vitória de Jaci que vem surgindo
O encanto vai se abrindo do desfeito

Caí da morte bem na colcha dos seus braços
Pudera eu sortir-lhe como outrora
O giro dos meus passos lancinantes
A cadência do meu boto na memória!

Toda Maiá por Jaci quer ser beijada
Ao meu toque, inicia-se o feitiço
Das palavras que despertam sua chama
De sua dança que desperta o meu viço

Beijo sua flor com mil palavras
Abre-se em sua boca um sorriso
Temo em quebrá-la com olhares
Dispo com meus olhos seu vestido

Quisera Deus afogar-me antes
Nas águas deste mesmo Tapajós
Para encontrar-me nesses mesmos braços
Rodando nesses mesmos carimbós

Que fogo é esse que encharca e queima?
Esse perfume de estrelas se expandindo?
É doce ser escravo desse pensamento
Que em vermelho no teu peito vou tingindo

Teu nome escreverei na embarcação
Guardando pelos rios nosso momento
Presente dos deuses no meu leito
Estrela que caiu do firmamento!

São Paulo, 2011

segunda-feira, outubro 24, 2011

Padre Antonio Vieira e a divisão do Pará

Espero que com esse post, fique mais claro as nossas razões contra a divisão do Estado do Pará, reproduzirei artigo do Professor José Ribamar Bessa Freire, imperdível! E que deixa o pessoal divisionista agoniado, uma verdade secular sobre a região vem à tona...
Chego a desconfiar que o Padre Antonio Vieira quando falou com o rei D. João IV quase disse os nomes de Giovani Queiroz, Lira Maia e outros picaretas, naquele tempo ainda prevalecia o livro V das Ordenações Filipinas, aí o bicho pegava, mano! Era esquartejamento do cabra vivo e o escambau ilustrado para o lesa-pátria. Vamos ao artigo do professor, solicito que façam a leitura com calma, e depois me digam se o Padre Antonio Vieira é ou não atual, ok?!
Agradeço à Help Santos por enviar o artigo abaixo, obrigaduuuu!
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TAPAJÓS E CARAJÁS: FURTO, FURTEI, FURTAREI...
José Ribamar Bessa Freire
09/10/2011 - Diário do Amazonas 


Essa foi a vaia mais estrondosa e demorada de toda a história da Amazônia.
Começou no dia 4 de abril de 1654, em São Luís do Maranhão, com a conjugação do verbo furtar, e continuou ressoando em Belém, num auditório da Universidade Federal do Pará, na última quinta-feira, 6 de outubro, quando estudantes hostilizaram dois deputados federais que defendiam a criação dos Estados de Tapajós e Carajás. A vaia, que atravessou os séculos, só será interrompida no dia 11 de dezembro próximo, quando quase 5 milhões de eleitores paraenses irão às urnas para votar, num plebiscito, se querem ou não a criação dos dois Estados desmembrados do Pará, que ficará reduzido a apenas 17% de seu atual território caso a resposta dos eleitores seja afirmativa.
A proposta de divisão territorial não é nova. Embora o fato não seja ensinado nas escolas, o certo é que Portugal manteve dois Estados na América: o Estado do Brasil e o Estado do Maranhão e Grão-Pará, cada um com governador próprio, leis próprias e seu corpo de funcionários. Somente um ano depois da Independência do Brasil, em agosto de 1823, é que o Grão-Pará aderiu ao Estado independente, com ele se unificando.

Pois bem, no século XVII, a proposta era criar mais Estados. Os colonos começaram a pressionar o rei de Portugal, D. João IV, para que as capitanias da região norte fossem transformadas em entidades autônomas. O padre Antônio Vieira, conselheiro do rei de Portugal, D. João IV, convenceu o monarca a fazer exatamente o contrário, criando um governo único do Estado do Maranhão e Grão-Pará sediado inicialmente em São Luís e depois em Belém. Para isso, o missionário jesuíta usou um argumento singular. Ele alegava que se o rei criasse outros Estados na Amazônia, teria que nomear mais governadores, o que dificultaria o controle sobre eles. "É mais fácil vigiar um ladrão do que dois", escreveu Vieira em carta ao rei, de 4 de abril de 1654: "Digo, Senhor, que menos mal será um ladrão que dois, e que mais dificultoso será de achar dois homens de bem que um só".

Num sermão que pregou na sexta-feira santa, já em Lisboa, perante um auditório onde estavam membros da corte, juízes, ministros e conselheiros da Coroa, o padre Vieira, recém-chegado do Maranhão, acusou os governadores, nomeados por três anos, de enriquecerem durante o triênio, juntamente com seus amigos e apaniguados, dizendo que eles conjugavam o verbo furtar em todos os tempos, modos e pessoas. Vale a pena transcrever um trecho do seu sermão:
- "Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Esses mesmos modos conjugam por todas as pessoas: porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantos para isso têm indústria e consciência"
.
Segundo Vieira, os governadores "furtam juntamente por todos os tempos": Roubam no tempo presente, "que é o seu tempo" durante o triênio em que governam, e roubam ainda "no pretérito e no futuro". Roubam no passado perdoando dívidas antigas com o Estado em troca de propinas, "vendendo perdões" e roubam no futuro quando "empenham as rendas e antecipam os contratos, com que tudo, o caído e não caído, lhe vem a cair nas mãos". O missionário jesuíta, conselheiro e confessor do rei, prosseguiu:
"
Finalmente, nos mesmos tempos não lhe escapam os imperfeitos, perfeitos, mais-que-perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtavam, furtaram, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse. Em suma, que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar, para furtar. E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e as miseráveis províncias suportado toda a passiva, eles como se tiveram feito grandes serviços tornam carregados de despojos e ricos; e elas ficam roubadas e consumidas". Numa atitude audaciosa, Padre Vieira chama o próprio rei às suas responsabilidades, concluindo:
"E
m qualquer parte do mundo se pode verificar o que Isaías diz dos príncipes de Jerusalém: os teus príncipes são companheiros dos ladrões. E por que? São companheiros dos ladrões, porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões, porque os consentem; são companheiros dos ladrões, porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões, porque talvez os defendem; e são finalmente, seus companheiros, porque os acompanham e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos ladrões os levam consigo"
. Os dois novos Estados - Carajás e Tapajós - se criados, significam mais governadores, mais deputados, mais juizes, mais tribunais de contas, mais mordomias, mais assaltos aos cofres públicos.

Por isso, o Conselho Indígena dos rios Tapajós e Arapiuns, sediado em Santarém, representando 13 povos de 52 aldeias, se pronunciou criticamente em relação à proposta. Em nota oficial, esclarece:
"Os indígenas, os quilombolas e os trabalhadores da região nunca estiveram na frente do movimento pela criação do Estado do Tapajós, porque essa não era sua reivindicação e também porque não eram convidados. Esse movimento foi iniciado e liderado nos últimos anos por políticos. E nós temos aprendido que o que é bom para essa gente dificilmente é bom para nós".

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Professor José Ribamar Bessa Freire é coordenador do Programa de Estudos dos Povos Indígenas(UERJ), pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Memória Social(UNI-RIO).  

sexta-feira, outubro 21, 2011

Vida longa ao bom e velho Locobueres!!!



O Xico Rocha é só sabedoria...
Ele consegue ler o futuro nas entranhas do bode.
Também pudera, o cara é do Piauí e sabe fazer uma senhora buchada de bode...
Liguei para o Xico e perguntei: - Xico mermão, como foi o acidente do Locobueres?!
O que me impressiona no Xico é justamente a sabedoria que transborda de sua longa vivência, aí ele me respondeu com uma profunda reflexão filosófica, aquelas reflexões que talvez tenham sido alcançadas por um sacerdote egípcio numa madrugada de um longíquo março de 2.000 anos A.C. e contagiado por uma grande emoção, ele tenha sido imediatamente fulminado por um enfarte...
Xico me responde dizendo: - Mermão, tu sabes que quando nós somos jovens, a gente cai e quebra a perna, mas quando envelhecemos, a gente quebra a perna e cai.
Locobueres sempre me disse, parafraseando Caetano Veloso em Soy loco por ti América, que um dia ele iria morrer de bala, de susto ou vício...
Xico me esclareceu que o Locobueres foi levar a sua amada de moto até um certo lugar, ela desceu da moto e ele deu um beijo de despedida e ainda disse calidamente: - Tchau meu amorzinho!
Bueres ao tentar dar impulso com um dos pés para seguir viagem com sua potente moto, pisou em falso e torceu o tornozelo, caiu com a moto espetacularmente por sobre a sua perna. Resultado do susto, quebrou o fêmur e o joelho ficou imprestável, segundo o médico, Bueres corre o risco de ficar sem o movimento do joelho, isto é, com a "perna dura" igual um personagem antigo do telekete dos anos 70 chamado "verdugo".
O nosso amigo se encontra internado no Hospital Saúde da Mulher que fica na Humaitá e a hora de visita das 15h00 às 19h00.
Não vale morrer de susto, ok?!
Saúde e vida longa ao velho e bom Bueres!

sábado, outubro 15, 2011

Viva o Professor!!!

Acima de tudo o professor prepara o cidadão.
Não existe país desenvolvido sem valorização do magistério.
Viva o professor!!!

terça-feira, outubro 11, 2011

Loucura irreversível de Maurício Leal Dias?

Tuitar virou um vício, para muitos uma patologia social.
Acima o amigo e tuiteiro Maurício Leal Dias, fazendo o quê?
Tuitando, facebookeando, blogando...
O dia que ele deixar o "Locomotiva" (chamado carinhosamente por ele de trenzinho) para ficar tuitando ou deitado nas "redes sociais", o diagnóstico médico será com certeza: - Loucura irreversível!

domingo, outubro 09, 2011

Quando Elias Pinto abandonou a cristandade...

Querida Regina,
Eis aí a comemoração tardia, mas não menos empolgante, de sua formatura.
O fotógrafo ficou fazendo graça, já o dispensei, e não captou os nossos melhores momentos ali na espetaria.
O Vinicius ficou só no RedBull, impressionante! Ele vai acabar virando um touro de tanto beber essa bebida desgraçada.
O Harold ao fundo com a esposa e o nosso grande amigo Elias Pinto, que, só nesse dia, deixou de ser cristão para se tornar "pagão", pena que o paganismo dele durou umas breves horas... que saudade! rsrsrs
Abraços!

O Círio de Nazaré num pedacinho de papel.

O Círio de Nossa Senhora de Nazaré sempre marcou a minha vida...
Lembro-me quando era criança, minha mãe anotava num pedacinho de papel o meu nome, o nosso endereço, telefone para contato e colocava no bolso da minha camisa. Ela me olhava firme e dizia: - Filho não vai te perder de mim.
E lá íamos, cheios de fé, agradecer a Nossa Senhora pela esperança de dias melhores.
Hoje, no dia da santinha, as ruas transbordam de emoções, risos, choros, aplausos e mãos suplicantes erguidas em direção da berlinda... A santa na berlinda, passando... um rio de pessoas acompanhando a berlinda, a santa passa e vai adiante como se singrasse um mar misterioso.
Olho para a santa e lembro de minha mãe dizendo para que eu não me perdesse dela...
Nazaré mãe de Jesus, por onde anda teu filho?
Perdido na multidão?
E a multidão a procurar por ele...
Nazaré mãe de Jesus menino, por que não escreveste num pedacinho de papel o nome dele, o endereço e como devolvê-lo aos pais?
Ele não se perdeu de ti, o vejo em teu colo.

Minha mãe é Maria e também Nazaré...

domingo, outubro 02, 2011

Dividir pra quê?!

Alguns parasitas, aproveitadores e incautos podem embarcar nessa proposta de dividir o grande Pará.
Nós não deixaremos, todos juntos pelo Pará Grande!
Alguns dos políticos que querem sangrar o nosso Estado, assombram há muito tempo Santarém e o sul do Pará.