quinta-feira, novembro 24, 2011

Big Head: O astronauta.


Escutei essa história e dei boas gargalhadas.
Como a situação ocorreu com uma pessoa que durante um longo tempo eu chamei de "amigo", mas que as vicissitudes da vida se encarregaram de separar-nos e hoje nos olhamos como estranhos, evitarei citar o nome da personagem principal.
Juro que prometi não tornar pública essa odisséia, mas é muito engraçada para morrer com um sacerdote egípcio, ahahaha...
Vou contar só para os amigos que insistem em visitar um espaço virtual quase abandonado.
Vou contar e pronto!
O professor José Ivandi foi a testemunha ocular e relator, detalhe importante: - Ele não mente jamais!
Ivandi... Huumm... Pode até aumentar, mas mentir?! Nunca.
José Ivandi contou-me que no início do 1º semestre letivo deste ano, o professor B. conhecido carinhosamente como "Big Head" foi convidado a assumir a coordenação do curso de Direito de uma determinada Instituição de Ensino Superior da capital do Pará.
O Big Head não tinha como assumir, pois tinha outros compromissos profissionais que tomavam todo o seu tempo, mas resolveu aceitar o desafio. Chegou com a diretoria da instituição e disse: - Podem contar comigo para o que der e vier, eu não fujo da briga.
Realmente Big Head impressionou os diretores que diziam entre eles: - Esse é o cara!
Em três dias à frente do curso de Direito, Big Head não tinha mais tempo para nada. Não conseguia respirar, muitas broncas para resolver, alunos em cima dele toda hora, mal conseguia lembrar da esposa e dos filhos queridos...
Correria, muita correria...
No quarto dia marcaram uma reunião para a manhã de sexta-feira, o diretor geral da Instituição olhou para o professor Big Head e disse: - Não podes faltar.
Depois desse ultimato, Big Head ficou nervoso...
Na manhã da sexta-feira, Big Head visitou rapidamente a outra instituição na qual ele trabalhava, só pensava na reunião da faculdade, não podia falhar, afinal de contas o diretor geral havia olhado no fundo dos olhos dele e dito que ele não podia faltar.
Acabou de despachar alguns processos, o relógio indicava que estava em cima da hora para a reunião na faculdade, ficou agoniado... não podia pisar na bola.
Saiu correndo em direção ao seu carro, ainda lembra o flanelinha dizendo: - E aí meu patrão?!
Entrou no carro suado para garaio, enfiou a chave no contato e virou a mesma, nada... o que aconteceu com a bateria do carro?
Não tinha tempo para divagações.
Fechou o carro.
Correu para o mototaxista e disse pra ele: - Mermão, mete o garaio nessa tua Honda!
Indicou o endereço da faculdade e não é que o mototaxista arrepiou!
Chegou a tempo.
Pagou o mototaxista.
O problema começou a se manifestar quando o Big Head tentou tirar o capacete da sua cabeça.
Sabe o que aconteceu?
O capacete não saiu...Quando colocou o capacete na cabeça, o Big Head estava melado e aí o capacete entrou fácil, mas como ele é orelhudo e cabeçudo não conseguiu retirar o capacete.
O mototaxista dizia: - E aí dotor? Quero o meu capacete.
O Big Head angustiado dizia para o mototaxista: - Cara, fique me esperando aqui no estacionamento, depois te entrego o capacete.
Ele não iria faltar à reunião com o diretor geral, não conseguiu tirar o capacete da cabeça e aí? Seria uma forma de demonstrar que ele era phoda.
Quando ele entrou na sala de reunião com a cabeça enfiada no capacete, os outros coordenadores de cursos perguntaram: - Quem é o astronauta?
Ele tentou explicar mil vezes...
Quando terminou a reunião, Big Head saiu de lá direto para a oficina  de um amigo onde utilizou uma serra elétrica para cortar o capacete.
E o mototaxista?
O Big Head pagou a diária dele e mais um capacete zerado.
No dia seguinte o Big Head não contou até três e entregou a coordenação do curso de Direito.
Ficou impressionado com a serra elétrica quase atingindo a sua pequena cabeça.
Ele até hoje fala em sussurro: - Não sou astronauta...

sábado, novembro 19, 2011

Poesia de Anne Veloso Monteiro

Uma poesia que ganhou o 1º lugar em concurso literário na Argentina, a autora é estagiária de direito na Procuradoria Fiscal da Secretaria de Finanças de Belém: Anne Veloso Monteiro.

Poemas en la riba del río

Sentada la riba del río,
Sosegadamente mirei su curso
Y vi que la vida pasa
como el río en la corriente.
Niños se hacen adultas
y la vida pasa y no queda,
Deja saudades y nunca regresa,
Va más allá del mar, muy lejos,
Más allá del fin del horizonte.

Pasamos en la vida como un río:
A veces, sin odios,
ni pasiones, ni dolores.
Ni amores que dan movimiento
la corriente del corazón,
Sin río, que corre y drena en el mar
Al menos en el lago drenar,
Nada tendré que sufrir
al acordarme de ti.
Recordación de otrora,
del crepúsculo, de la aurora,
que mis ojos ceñí

Al deslizarse por el río de la vida,
No veo lo que veía antes:
un mar, un cielo, un hogar
Se fueron, están lejanos,

Veo el último pez que llora la soledad.
De tiempos de otrora
En que en la marea se perdía,
en los brazos de la corriente era cargado\;
Y en el remanso descansaba.

Al menos, restaron recuerdos de mí.
Sin que mi recuerdo sea veneno,
puesto que nada quedar igual,
Nada es finale.
Ni más del que niños,
ni peces, ni mareas
Agua oscura, turva,

En la riba del río no hay poesía.
Findam las palabras, hoy poluídas,
sin rumbo como los mururés

(este poema é parte integrante do livro "Poemas na beira do rio" - todos os direitos reservados a Escritora Paraense Anne Veloso Monteiro).

Elias Pinto "mundiado"?!





terça-feira, novembro 15, 2011

Olhando a Amazônia


Pensavam que eu iria ficar calado com o início da campanha do plebiscito para a divisão do Estado do Pará?
Não ficarei.
Sou filho dessa terra, amor misturado com rios, canoas, florestas e chuva.
Sou paraense!
A nossa hospitabilidade é nossa grandeza e não nossa fraqueza...
O paraense sempre recebe os estranhos com muita solidariedade, e agora o que recebe em troca?
Querem levar os seus rios, florestas a sua identidade.
Toleramos as diferenças, mas parece quem vem de outras paragens não quer o diferente, e nesse caso é o paraense.
Pela vontade das elites econômicas de Carajás e Tapajós a floresta amazônica já estaria derrubada, proporcionando muito lucro para poucos.
A floresta só não está derrubada, porque nós não deixamos!
Escutem a música do paulista Celso Viáfora.

OLHANDO BELÉM (Celso Viáfora)

O sol da manhã rasga o céu da Amazônia
e eu olho Belém da janela do hotel
as aves que passam fazendo uma zona
mostrando pra mim que a Amazônia sou eu
Que tudo é muito lindo
é branco, é negro, é índio

No Rio Tietê mora a minha verdade
Sou caipira, sede urbana dos matos
Um caipora que nasceu na cidade
Um curupira de gravata e sapato
Sem nome, sem dinheiro
Sou mais um brasileiro

Olhando Belém enquanto uma canoa desce o rio
e um curumim assiste da canoa um Boeing riscando o vazio
eu posso acreditar que ainda dá pra gente viver numa boa
os rios da minha aldeia são maiores que os de Fernando Pessoa

Molhando meus olhos de verde-floresta
sentindo na pele o que disse o poeta
eu olho o futuro e pergunto pra insônia
será que o Brasil nunca viu a Amazônia?

E vou dormir com isso
Será que é tão difícil?

                                             

sábado, novembro 12, 2011

Side-car fantasy

J. Pinto e sua potente Harley-Davidson trazendo na tiracolo André Abreu.
Nem o camundongo da Disney, o famigerado Mickey, como aprendiz de feiticeiro conseguiria essa imagem...

terça-feira, novembro 08, 2011

Qual blogueiro?

Alguém poderia dizer qual blogueiro na pedra???

Jimmy bocudo!

A imagem acima é do maior conhecedor de Redes Sociais do Pará que responde pela alcunha de Jimmy Night.
Rui Baiano do blog AnanindeuaDebates me perguntou: - O Jimmy não dorme?
O Jimmy vive na rede, na blogosfera, Twitter e Facebook...
Já tentaram calar o Jimmy, mas ele só se cala quando a mãe dele manda e a esposa beija na boca dele e só nesse momento. O Jimmy não se cala!

Sonhos...

Acima uma imagem que ficou fixada em minha mente, durmo e vejo os três nos meus sonhos...

Um terremoto terrível!

Recebo várias estorinhas de amigos de carne-e-osso e virtuais...
Nem sei quem me enviou essa que publico abaixo, resolvi compartilhar em homenagem aos meus amigos cearenses que são expert em alegria, ahahaha... Vamos ler a estória, ok?!
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Depois dos problemas do maremoto do Tsunami ocorrido na Ásia o governo brasileiro resolveu instalar um medidor de abalos que cobre todo o país. O Centro Sísmico Nacional enviou à polícia da cidade de Icó, no interior do Ceará, um telegrama que dizia:  "Possível movimento sísmico na zona, muito perigoso, superior Richter 7. Epicentro a 3 km da cidade, tomem medidas. Informem resultados com urgência".
Após uma semana, foi recebido no Centro Sísmico Nacional outro telegrama que dizia: "Aqui é da Polícia de Icó, movimento sísmico totalmente desarticulado. O tal Richter ainda tentou se evadir, metido a brabo, mas foi abatido a tiros. Desativamos a zona. As putas se rebarbaram e metemos a porrada, estão todas presas. Epicentro, Epitafanio e outros três cabras tentaram desconversar, mas estão detidos para averiguação e a disposição de vocês. Não respondemos antes porque houve um terremoto da pôrra aqui."

Milagres!!!

"Quem é ateu e viu milagres como eu
Sabe que os deuses sem Deus
Não cessam de brotar, nem cansam de esperar..."
(Caetano Veloso)

Não sou ateu, nunca fui ateu graças ao bom Deus!
Escrevo este post para dizer que milagres existem.
Sério!
Acreditem que é possível o milagre...
Muita gente não acredita, mas... é possível o milagre, acreditem por favor!
Tô feliz pra garaio!!!
Obrigado meudeus!

sexta-feira, novembro 04, 2011

Bueres e as pernas do caranguejo...

Há duas semanas fui visitar o velho e bom Locobueres que sofreu um acidente de moto, era um domingo e o horário da visita de 15h00 às 19h00, cheguei no Hospital Saúde da Mulher exatamente às 17h00.
Quando me dirigi à atendente para perguntar pelo apartamento onde estava o meu amigo, ela bem solícita disse-me o nº do apartamento e imediatamente sentenciou que eu não poderia visitá-lo, porque estava de bermuda.
Fui pego de surpresa e imediatamente retruquei: - Mas, porquê? Olha aquela moça de bermuda ali!
Ela impassível como Bruce Lee, respondeu-me: - Senhor, a orientação que recebemos dos médicos é que o homem tem as pernas cabeludas e podem carregar bactérias e microorganismos nos pelos, colocando dessa forma em risco a saúde de quem está a convalescer. Aquela moça que o senhor se refere tem as pernas depiladas, entendeu?!
Fiquei estático. Não falei mais nada...
Quando cheguei no carro lembrei do "prestobarba" que estava no porta-luva, peguei a lâmina de barbear e não contei conversa, raspei as duas pernas, a minha bermuda era abaixo do joelho, pronto poderia ver o Locobueres, as pernas estavam depiladas, uma beleza!
Quando ia caminhando para o hospital, lembrei do Xico Rocha dizendo: - Mermão, a perna de homem é igual a perna de caranguejo, fina, cabeluda e suja!
Mas, voltemos ao hospital, subi a rampa e estava novamente diante da atendente. Quando ela ia repetir todo aquele papo de que as pernas das mulheres são depiladas, etecetera e tal... Mostrei pra ela o "prestobarba" e as minhas canelas raspadas.
Ela ficou muda. Aí dei um sorriso e disse pra ela: - Agora posso entrar, né?!
Com os olhos esbugalhados e sem palavras, ela ainda assim, não me permitiu que visitasse o meu amigo.
Recuperada do susto, ela resmungou: - O senhor não vai entrar!
Educadamente ponderei: - Não tenho mais pelos nas pernas, elas estão zeradas, sem bactérias e microorganismos!
Ela olhou fixamente nos meus olhos e definiu a situação: - A ordem é a seguinte "homem de bermuda não entra", o senhor está de bermuda e o senhor não é homem?
Sem caguejar falei firme: - É claro que sou homem!
Ela ainda disse: - Pois é!
Falou isso e se virou para atender outras pessoas.
Eu não falei mais nada.
Fui caminhando para o carro pensativo, introspectivo... e dizia comigo mesmo: - Até raspo as pernas para visitar o Bueres, mas mudar de sexo? Poooorra mano, não dá!
Estou contando essa história agora, pra ninguém ficar pedindo pra ver as minhas pernas, ahahaha....
Hoje elas estão que nem as pernas do caranguejo.

terça-feira, novembro 01, 2011

BPN é alvi-azul!

O meu novo logo com uma sereia voadora... Gostei muuuiiito!
Espero que as cores alvi-azul sejam agradáveis a todos.