terça-feira, dezembro 27, 2011

Poesia de Álvaro de Campos

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim
todos os sonhos do mundo".
(Fernando Pessoa)

sábado, dezembro 24, 2011

Eu quero a Jamburana autêntica de André Nunes!!!

Elias Pinto noticia que o velho e bom André Nunes anda um pouco mofino, resolveu cuidar da saúde.

Faz tempo que não falo com o grande Xamã-do-Uriboca, já perguntei pro Lafayete sobre o Andrézão no twitter, mas o Lafa dialoga com mil pessoas ao mesmo tempo, a minha pergunta se perdeu nesse turbilhão de bytes, pixels e pessoas.

Recordando o passado lembro de André me apresentando uma bebida engraçada, não faz mal a ninguém, mas enfeitiça...

Estou falando da Jamburana.

Bebida que os ancestrais do André da tribo Xipaia lhe repassaram a fórmula e me arrisco a dizer que nem a fórmula da Coca-Cola está tão protegida quanto a da Jamburana, o Xamã-do-Uriboca guarda na cabeça e nem sob tortura revela.

Na República do Peixe-Frito, a delicada e educada garçonete Naná provou da Jamburana e deu um troço nela, ficou ardendo em febre e até viu o fim-do-mundo segundo a cosmologia dos Tapuios tribo que habitou as terras de Curuçá.

De lá da República o Pintinho, artista plástico de destaque, resolveu desenvolver uma jamburana, ainda em teste, provei, a língua e lábios ficam somente alguns átimos de segundos trêmulos. É verdade, o amigo Pintinho não alcançou o ponto certo.

Elias Pinto que é parente do Pintinho teme que a nova jamburana leve a óbito alguém da República, sou cético com relação a possibilidade de morte, o que fiquei sabendo é que o famoso e festejado cartunista J. Bosco depois de provar essa nova jamburana foi acometido de uma impudica "caganeira" que lhe sugou quase todos os sais minerais do seu corpo, ficou meio abobalhado e num quase transe epilético, dizia em brados: - Vou ao teu encontro senhor...

Não sabemos qual era esse senhor, talvez o Ernesto quem sabe???

Neste Natal, ainda tenho uma garrafa da autêntica Jamburana, claro que irei degustá-la de pouco a pouco em homenagem a todos os amigos em especial o Xamã-do-Uriboca: André Nunes.

Posto também para abraçar aos muitos amigos que preservei e conquistei em 2011: Jober Nunes, Edilben Falcão, Edineide, Marcelo Fernandes, Iraneide, Marluce, Fátima Conte, Lívia, Sara, Tadeu Schumann, Sandroka, David Carneiro, Rogério Friza, Berzé, André Abreu, J. Bosco, Pintinho, Naná da República, Osvaldo Jr., Oliviomar, Ailton Poema, Rui Baiano, Mauro Leão, Marcilhão, Xico Rocha, Nilton Atayde, Tozé, António, Elvira, Eva Franco, Dirceu Riker, Werner Coelho, Jimmy Night, André Nunes e muitos outros.

Feliz Natal!

Feliz Natal 2011

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Alô Deus?!


Olha só essa foto de um judeu conversando com Deus pelo celular no muro das lamentações, quem bolou esse diálogo foi muito sagaz, ahahaha... Deus é Deus e pronto!


Judeu: Deus?
Deus: Sim!
Judeu: Eu posso lhe perguntar algo?
Deus: Claro, meu filho!
Judeu: O que é um milhão de anos para você?
Deus: Um segundo.
Judeu: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Judeu: Deus, você pode me dar um centavo?
Deus: Espere um segundo...

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Tucanos: aliança café-com-leite?!

Mais traços do artista Berzé, ahahaha...
Em 1930 com o rompimento da aliança política denominada pelos historiadores de "café-com-leite", os paulistas atraiçoaram os mineiros e indicaram novamente para a presidência da República um paulista, quando o acordo político era pela alternância da presidência entre Minas e São Paulo.
João Pessoa foi assassinado na Paraíba, Getúlio Vargas entra para a história, apoiado pelos tenentistas, detona com as oligarquias e toma o poder dos paulistas...

Serra e Aécio estão todos enrolados, e o Berzé acerta novamente - o PSDB é uma cobra de duas cabeças, o veneno é o mesmo: dossiês e dinheiro no Caribe.

Berzé: - Agora acertou, mesmo!

O genial Berzé, mineiro, caladinho, mas com a caneta na mão capta o momento político, certeiro...
Não foi uma bolinha de papel que acertou a careca do "pirata do caribe". Um ano após o episódio da "bolinha"de papel, um jornalista lançou um livro que acertou não somente a cabeça, mas a consciência de José Serra.
Berzé, concordo contigo: - Agora acertou mesmo!
E pensar que tudo isso começou com um pedido de proteção para o eterno adolescente Aécio Neves... Huumm... não sei não, mas o estrago é grande na embarcação, será que eles conseguem atracar em alguma ilha no Caribe???

quarta-feira, dezembro 14, 2011

A cidade invisível de Jimmy Night

Encontrei hoje com vários blogueiros.
Jimmy Night e seu telefonema a cobrar, meudeus como odeio esses telefonemas a cobrar...
Jimmy me indica uma esquina de Belém onde ele se encontra com outros blogueiros para conspirar, confirmo que chegarei em poucos minutos e assim encontrei Rui Baiano, Vicente Cidade e outros com Jimmy Night na direção da mesa, infelizmente não pude me demorar por conta dos compromissos profissionais.
Vida de blogueiro tão corrida e cheia de utopias, naquela mesa se falava de muitas coisas, se acentuava uma indignação com a administração de nossa cidade, uma centelha a incendiar as nossas convicções de que é possível um outro mundo.
Quando me retirava da esquina de Belém, Jimmy ao se despedir de mim voltou a insistir que ele continua firme em seu compromisso ético com as parcelas esquecidas de Belém...
Ao blogueiro Jimmy Night digo que não duvido de seu compromisso, verdade! 
Por favor meu amigo Jimmy! Não considere a minha sinceridade como uma fraqueza, tome-a, acima de tudo, como virtude.
A conversa de Jimmy em relação a nossa cidade, inevitavelmente, remeteu-me a um livro maravilhoso que li quando estava em retiro espiritual em Havana (Cuba) nos anos noventa, livro escrito por Ítalo Calvino (1923-1985), escritor intrigante, nascido em Santiago de Las Vegas (Cuba), mas que ainda criança foi para a Itália.
O livro de Calvino:  "As Cidades Invisíveis".
Após o papo do Jimmy retribuo todos com um pequeno texto que tem uma profundidade incrível, se alguém pensar em Belém do Pará será uma pura coincidência, o blog esclarece que se trata de uma obra de ficção.
"O atlas do Grande Khan também contém os mapas de terras prometidas visitadas na imaginação mas ainda não descobertas ou fundadas: a Nova atlântida, Utopia, a Cidade do Sol, Oceana, Tamoé, Harmonia, New-Lanark, Icária.
Kublai perguntou para Marco:
- Você, que explora em profundidade e é capaz de interpretar os símbolos, saberia me dizer em direção a qual desses futuros nos levam os ventos propícios?
- Por esses portos eu não saberia traçar a rota nos mapas nem fixar a data da atracação. Às vezes, basta-me uma partícula que se abre no meio de uma paisagem incongruente, um aflorar de luzes na neblina, o diálogo de dois passantes que se encontram no vaivém, para pensar que partindo dali construirei pedaço por pedaço a cidade perfeita, feita de fragmentos misturados com o resto, de instantes separados por intervalos, de sinais que alguém envia e não sabe quem capta. Se digo que a cidade para a qual tende a minha viagem é descontínua no espaço e no tempo, ora mais rala, ora mais densa, você não deve crer que pode parar de procurá-la. Pode ser que enquanto falamos ela esteja aflorando dispersa dentro dos confins do seu império; é possível encontrá-la, mas da maneira que eu disse.
O Grande Khan já estava folheando em seu atlas os mapas das ameaçadoras cidades que surgem nos pesadelos e nas maldições: Enoch, Babilônia, Yahoo, Butua, Brave New World.
Disse:
- É tudo inútil, se o último porto só pode ser a cidade infernal, que está lá no fundo e que nos suga num vórtice cada vez mais estreito.
E Polo:
O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço." 
(Ítalo Calvino in "As Cidades Invisíveis")



terça-feira, dezembro 06, 2011

Parazinho, Carajás e o grande Tapajós?

Temos no próximo domingo o plebiscito que definirá o futuro do Pará e de seu povo.
Das alternativas apresentadas, uma certeza após os debates: - Não existem propostas.
O Pará unido ou dividido continuará sendo joguete do destino, ou pior, das forças do mercado...
Abaixo o texto que o meu amigo Lobinho escreveu para contribuir no debate sobre a divisão do Estado do Pará.
Após o dia 11 pode surgir o Parazinho...
Eu digo Não!
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Separados e unidos, o mesmo problema.
by Fernando Arthur de Freitas Neves


Como todos estamos nessa ciranda obrigo-me a dizer o que penso. Este não é um debate no qual a racionalidade possa sozinha ser guia na escolha. Experimentamos o Pará no lugar onde vivemos, não é à toa que em Santarém seja difícil encontrar forte representação do NÃO A DIVISÃO vis-à-vis em Marabá acredito que o grosso da população tenda a expressar o SIM à criação de Carajás. Ocorre que tentar fixar a idéia daqueles que defendem o NÃO ser um bando de mentirosos e aleivosos dificulta muito a percepção das possíveis conquistas a serem produzidas com ou sem a divisão. A questão em exame mexe muito com nossas emoções, se trata de uma economia de afetos agora em ebulição. Os dois lados fantasiam a expressão de desenvolvimento.

Em 1987 estive em Santarém para auxiliar na organização do movimento estudantil no campus da UFPA, fiz muitas reuniões com os colegas que nem lembro o nome, contudo o que ficou em minha memória foram as defesas vigorosas pela divisão do estado. Claro, com arrogância de alguém da capital disse ser um delírio fruto da inveja e da ausência de protagonismo daqueles do lugar, logo a seguir estive em Marabá com o mesmo objetivo e curiosamente nada encontrei de tão representativo pela divisão, pelo menos no campus da Ufpa naquela cidade.

Os sentimentos que me vieram neste instante do plebiscito não são dos melhores, sinto-me traído e questiono por que devemos nos separar? Cheguei a pensar uma solução para nos livramos daqueles, bastava tomar o centro geodésico desta cidade e determinar um raio de 30 km ao redor e ali ser proclamado o território, mas não basta, o resultado do plebiscito vai deixar chagas muito profundas para serem sanadas.

A reclamação da centralização e favorecimento de Belém feita pelos separatistas é de uma ingenuidade de fazer corar, não há opulência na capital sugando as energias criativas do resto do estado; deveriam demonstrar quando e onde se apresenta tal desempenho; acaso não padecemos das inúmeras fragilidades estruturais da gestão do estado em segurança, educação, saúde e infra-estrutura? Obviamente querer sustentar que a criação de novos estados conduzirá a plena satisfação dessas necessidades fundada na ideia de uma capacidade inata para responder aos desafios é uma ideologia pobre, pois as características de empreendedorismo não foram suficientes para romper as limitações estruturais em quase 400 anos de colonização, até o grande capital quando se enredou na floresta teve suas derrotas como ficou assinalado pelo fracasso da Ford no Tapajós, outros muitos exemplos poderiam ser arrolados, contudo basta este para demonstrar quão equivocada está a tese separatista, a despeito de arrolar vários dossiês inflando a receita dos novos estados como solução, descuida-se de evidenciar como esta mesma receita será efetivada.

Acusar o Pará de esquecimento é outra falsificação da realidade, a maioria da população do interior sofre de todo cosmopolitismo das elites em qualquer estado da federação, na lógica sugerida pelos separatistas deveríamos elevar todas as regiões à condição de capital para superar o drama interior X capital. Este é um falso problema, não alcançaremos horizontalidade no desenvolvimento sem reconhecer os biomas da Amazônia como parceiros para questionar o modo de produção de mercadorias no qual estamos envolvidos; bem como a posição secundaria que temos no pacto da federação é que faz com sejamos produtores de energia e ainda sim termos uma das contas mais cara da federação, situação similar no que se refere à questão mineral que deixa a compensação financeira irrisória pela lei Kandir enquanto a união fica com o grosso dos impostos. Acaso acreditam os separatistas que terão outra posição no pacto da federação e terá revista a questão dos impostos? Se assim é, estes candidatos à condição de elite já adquiriram a soberba sem sequer ter obtido alguma conquista material para viabilizar seus planos. Invés da exploração sobre o Pará será a continua extorsão sobre os três novos estados. As hidrelétricas a serem construídas no Tapajós acaso seriam regidas por regime distinto do resto do sistema? Como? O mineral explorado em Juriti também teria estatuto diverso para reger a questão mineral? Isso faz algum sentido? Quanto à proteção da floresta? Ahhhhh, aqui esta a inovação por excelência, as pressões pela formação de pasto e uso da madeira vão desaparecer e permitir a intrusão de um modelo de desenvolvimento que preserva a floresta e aqueles que dela vivem, humanos e todos os outros seres.

Sinto dizer, mas essas demandas não desaparecem por vontade ou desejo, elas são alimentadas pelo modo de produção de mercadorias que escolhemos viver. Digo, escolhemos, porque cada vez que ligamos um aparelho elétrico reforçamos a demanda por mais energia, tanto quanto ao utilizarmos carvão vegetal ou nos fartarmos no suculento bife ajudamos no endosso à devastação da floresta. Apenas para efeito de registro gostaria de saber qual proposta de preservação tem os separatistas para combater o arco do desmatamento? O deslocamento da fronteira sinaliza o desmatamento, um pouco de apreço ao estudo sistemático preencheria esta lacuna e veria que a criação de novos estados não responde a contento ao problema. Para aqueles que enfatizam quanto os novos estados deram certo seria recomendável ver este quesito desmatamento e logo vão ver como foi exponencial a expansão da destruição do meio ambiente no cerrado, pantanal e floresta amazônica justamente em Mato Grosso, Mato Grosso do sul e Tocantins.

Quanto às omissões do estado essas merecem ser duramente criticadas, contudo é preciso responsabilizar adequadamente as esferas de governo para melhor satisfazer as necessidades da promoção humana. A avalanche de criação de municípios também deveria ser frenada sob pena de continuar a serem estabelecidos municípios sem efetivas condições de sustento. As perguntas sobre os rumos do desenvolvimento precisam ser colocadas para toda sociedade e a gestão pública precisa considerar a imperiosa necessidade da continuidade das políticas públicas e das ferramentas de gestão. O Zoneamento Econômico Ecológico, ZEE, iniciado no governo Jatene e prosseguido no governo Ana Júlia não pode ser uma moda de gestão, em ambos os governos, e mesmo no presente, a referência para o desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais e os Consórcios de Municípios foi pouco proveitosa, isto continua a gerar o abandono de metas e aprofunda a ausência de solidariedade entre as esferas de gestão e a sociedade civil. Mas é preciso saber o que cobrar de cada esfera, por exemplo, a educação do ensino fundamental é responsabilidade da prefeitura, contudo como manter uma escola que fica a três horas de lancha da sede? Não basta afirmar ser responsabilidade municipal, precisamos contabilizar como manteremos todos os alunos em idade escolar efetivamente na escola, outrossim, criar expedientes para atrair aqueles que por diferentes motivos tiveram interrompido esse percurso de educação ao longo da vida. Nesta perspectiva as esferas de governo federal, estadual e municipal devem amparar essa meta nos Plano Nacional de Educação, Plano Estadual de Educação e nos Planos Municipais de Educação.

É muito especiosa a tese de responsabilizar a capital pelo atraso do resto do estado. Só não conseguem demonstrar como é feita esta operação. Acredito que nossas escolhas se assentam a partir do lugar em que vivemos; obviamente isso é pueril, porém isso chega a determinar nossos afetos se sobrepondo ao valor de solidariedade irmanada na história e na cultura. Faz pouco tempo estive com os parceiros do Coletivo Poraquê numa intervenção da oficina de meta-reciclagem de computadores e investimento na plataforma Linux. Jovens, apaixonados, criativos, disseram-me de seus projetos de criação de Silicon Valley em Santarém e que não entendiam não ter reconhecida esta propositura no projeto de desenvolvimento do estado, chegaram a sustentar que tinham uma cultura distinta da minha e para provar usaram um vocabulário estranho para apartar-me de sua cultura, fiquei um tanto aparvalhado com situação e respondi que poderia emular o mesmo dispositivo, bastava usar o vocábulo estranho daqui da minha banda para assinalar que estas diferenças são do universo do uso da língua sem necessariamente delimitar uma fronteira.

Precisamos fazer muitos acertos sobre como disciplinar o debate, pois nem sempre as definições da sociologia do desenvolvimento conseguiram captar as dimensões e expectativas dos agentes locais. Talvez a noção abstrata de dada vocação para o desenvolvimento deva ter em paralelo a noção de constituição do protagonismo daqueles sujeitos, deste modo poderemos auxiliar as escolhas na direção de qual proposta de desenvolvimento subscrever.

Ser paraense não se restringe ao consumo e uso das drogas do sertão, significa a mobilização desta cesta de sabores, cheiros, tatos e expressões em relação de afeto com todos que aqui chegam. O resultado do plebiscito será danoso seja ele qual for. Meu voto no NÃO é o compromisso de sempre fazer da realização humana uma promoção dessa condição. Outro processo mais complexo sobre como se articula este debate de separação com a luta de classes ainda não foi feito, espero poder oferecer minha interpretação sob este prisma oportunamente.

Sorte a todos

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Fernando Arthur de Freitas Neves (Lobinho) é Professor de História da Universidade Federal do Pará (UFPª)



domingo, dezembro 04, 2011

A morte de Sócrates...

Sócrates era paraense...
Acima de tudo - um grande brasileiro!

Sócrates desafiou a ditadura militar ao liderar no Coringão a famosa "democracia corintiana".
Prestem atenção!
Não existia democracia no Brasil, mas foi criada uma e justamente no futebol, a paixão do brasileiro.
Sempre esteve à esquerda.
Vita brevis...
Sócrates morreu hoje pela manhã  - um domingo inesquecível!

O eterno capitão da melhor seleção brasileira de todos os tempos(1982), gostava tanto de usar o calcanhar nos seus passes mágicos... tinha um calcanhar de aquiles, o fígado.