terça-feira, agosto 28, 2012

Pará: educação tucana.

Os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, divulgados recentemente pelo Ministério da Educação (MEC), mostram que sete Estados não cumpriram suas metas específicas: Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
O Ideb de 2011 caiu em relação ao desempenho alcançado em 2009 nos Estados de Acre (passou de 3,5 em 2009 para 3,4 em 2011), Pará (de 3,1 para 2,8), Maranhão (de 3,2 para 3,1), Paraíba (de 3,4 para 3,3), Alagoas (de 3,1 para 2,9), Bahia (de 3,3 para 3,2), Espírito Santo (de 3,8 para 3,6), Paraná (de 4,2 para 4) e Rio Grande do Sul (de 3,9 para 3,7).
Reparem o quanto retrocedemos com o governo tucano, incrível!
Somos os piores do Brasil...
Não bastasse o ensino básico, sangramos, também, em praça no ensino médio. No ensino médio aparece mais uma vez em primeiro lugar Santa Catarina, com 4,3, seguida de São Paulo (4,1), Paraná (4), Minas Gerais (3,9) e Mato Grosso do Sul (3,8). Alagoas aparece na penúltima posição, com 2,9, e o Pará ficou em último, com 2,8.
Falar o quê?
Jorge Benjor mandaria chamar o síndico...
Chamem o síndico, por favor!

sábado, agosto 25, 2012

Jamburana desgraçada!!!


O cartunista André Abreu sabe o que é Jamburana, olha a tirinha acima.

André Abreu é cartunista de mão-cheia, eu, ele, J.Bosco e Elias Pinto experimentamos juntos a famigerada Jamburana e o resultado foi muito louco...

Encontrei com o velho e bom Xamã André Nunes andando pela 28 de setembro no Comércio e sinceramente não tive como justificar a minha ausência no Terra-do-Meio.
André Nunes é o nosso Xamã dos Xipaias, ele recebeu dos sacerdotes da tribo a missão de produzir a bebida que liga um mundo ao outro mundo... Obrigado André por permitir conhecer essa outra dimensão, é uma experiência muito louca.

Xipaias é uma tribo antiga do Xingú.

O André é um espírito da mata, herdou dos índios Xipaias o poder de "voar" para outros mundos, especialmente quando prepara o licor de Jamburana, só realiza esse preparo em noite de lua cheia e sozinho. Diante do rio uriboca conversa com Yara e pede permissão para mergulhar na nascente do rio, mergulha por entre peixes e tartarugas gigantes que habitam aquelas águas, e sob os olhares atentos dos curupiras que povoam a exuberante mata no entorno da nascente do rio. Quando emerge das profundezas do uriboca, traz um punhado de flores de jamburana roxa, aí senta na margem do rio, fica estático e com os raios do luar refletidos no prateado de suas madeixas, em silêncio com os olhos azuis bem acesos, mastiga algumas flores de jamburana e balbucia um estranho dialeto, entra em transe... O corpo começa a espargir uma luminosidade mais forte que a dos raios do luar... Nesse momento o André Nunes passa a ter acesso e contato com seus aliados: animais, vegetais e minerais. Ele consegue flutuar desafiando as leis do mundo físico, conversa com os animais, interage com os vegetais e minerais com o toque de suas mãos. Seres de outras dimensões e os espíritos ancestrais se reúnem em torno do André e há um comprazimento nesse encontro. Depois que a experiência sobrenatural se esvai, a luz se desfaz e a escuridão toma conta do lugar, André vara pela mata, cambaleante e enfraquecido pela dispersão maciça de ectoplasma, vem ofegante trazendo em suas mãos duas garrafas com a quinta-essência capturada na experiência com outros seres...

O licor de jamburana... É coisa de outro mundo, a língua e lábios ficam trêmulos em crispações e contrações espasmódicas.

Quando me despeço, o velho Xamã abre um sorriso largo, o cigarro na mão direita, mais uma baforada para em seguida pedir que eu espere mais um pouco...

Ele susurra entre baforadas de cigarro: - Não comente com ninguém o que você vivenciou aqui e agora.

Eu respondo pra ele, atordoado: - Deixa comigo!